burburinho

flash gordon

cinema por Luis Gustavo Claumann

Ming (Max von Sydow), o perverso imperador do planeta Mongo, está tramando um plano terrível para destruir a Terra. Zarkov (Topol), um velho cientista da NASA, descobre que o planeta será invadido por extraterrestres. Com a intenção de evitar o ataque, rende Flash Gordon (Sam J. Jones) e a bela Dale Arden (Melody Anderson) para se lançar de encontro às naves inimigas. Após o lançamento de um foguete que o cientista tinha no fundo do quintal, o trio é magneticamente atraído até o planeta Mongo. O enredo segue com a velha luta entre o bem e o mal em ambientes estilizados, com cara de danceterias de gosto duvidoso. O figurino, aliás, não permite esquecer que Flash Gordon, dirigido por Mike Hodges, se trata realmente de uma produção do final dos anos setenta.

Flash Gordon, um dos heróis mais cultuados dos quadrinhos, aquele que deu luz aos visuais mais elaborados da ficção-científica, foi criado na década de trinta por Alex Raymond. As histórias em quadrinhos de Flash Gordon, já na época, eram visionárias, tratavam de tecnologias avançadas e civilizações distantes. Mais além, vale dizer que a personagem Dale Arden, em 1934, usava as minissaias que Mary Quant só iria popularizar trinta anos depois. O sex appeal da série de Raymond era, também em grande parte, devido à maligna Princesa Aura.

Filha de Ming, ela constantemente assediava Flash, enquanto seu pai fazia o mesmo com Dale. Dessa maneira, a princesa fazia jogo duplo. Ela tanto defendia e estava ao lado de seu pai, em seus maléficos desejos de conquista, como protegia Flash - que era apenas um entre vários objetos de desejo - de ser morto por seus antagonistas (coincidentemente, os seguidores de Ming). Na versão cinematográfica, os produtores encontraram a intérprete perfeita para Aura. A escolhida foi a sensualíssima atriz italiana Ornella Muti, com 25 anos na época e num de seus primeiros papéis de destaque.

Diversão pura para quem sabe ver beleza no que não deve ser levado a sério. A trilha sonora conduzida pelo grupo britânico Queen também é um destaque e chegou a se tornar mais famosa que o próprio filme.


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