burburinho

cinco filmes onde correr era muito importante

cinema por Luis Gustavo Claumann

1. Forrest Gump, o Contador De Histórias (Forrest Gump, EUA, 1994, Robert Zemeckis): Quarenta anos da história dos EUA, vistos pelos olhos de um rapaz (Tom Hanks) com QI abaixo da média que, por obra do acaso, consegue participar de momentos cruciais, como a guerra do Vietnã e o escândalo de Watergate. Baseado em romance de Winston Groom. Numa das seqüências, o tal rapaz resolve cruzar o país correndo. Pior: chega a um ponto em que ele resolve voltar! E dizer que isso emocionou muita gente...

2. O Fugitivo (The Fugitive, EUA, 1993, Andrew Davis): Ao chegar em casa uma noite, o Dr. Richard Kimble (Harrison Ford) encontra sua esposa morta e luta com um homem misterioso. Preso, ele consegue fugir e sai em busca do responsável, com a polícia em seu encalço, precisando correr muito pelas ruas de Chicago. Refilmagem da série de televisão dos anos sessenta. Oscar de ator coadjuvante para Tommy Lee Jones.

3. Carruagens de Fogo (Chariots of Fire, Inglaterra, 1981, Hugh Hudson): Na Inglaterra dos anos vinte, dois rapazes treinam para disputar as provas de atletismo das Olimpíadas. Dois estudantes lutam por razões diferentes pelo título de homem mais veloz do mundo. Oscar de melhor filme, roteiro, música e figurino. A canção-tema é do Vangelis, e com certeza você deve ter escutado na abertura de alguma olimpíada de colégio, ou mesmo em alguma reportagem sobre atletismo na televisão. Provavelmente o filme mais clássico sobre corridas.

4. Corra Lola Corra (Lola Rennt, Alemanha, 1998, Tom Tykwer): Produção européia moderninha. Lola (Franka Potente) descobre que seu namorado Manni perdeu uma mala com grande quantia, pertencente a um gângster. É o início de uma corrida desenfreada pelas ruas, para tentar encontrar o dinheiro. E ela terá que conseguir uma solução em apenas vinte minutos, pois o desesperado Manni está prestes a assaltar um supermercado.

5. Maratona da Morte (Marathon Man, EUA, 1976, John Schlesinger): O melhor deste top five, trata-se de um thriller com Dustin Hoffman em que ele é irmão de um agente secreto (Roy Scheider) e, sem saber de nada, é torturado por um clone do Mengele (Laurence Olivier em grande interpretação) que no passado se divertia como dentista de judeus durante a guerra. As cenas em que tortura o pobre Babe (personagem do Dustin Hoffman) são de fazer a gente se retorcer na cadeira do cinema. Depois de "brincar" com os dentes cariados do personagem, o dentista nazista lhe faz um furo no dente da frente, rendendo biquinhos pelo resto do filme e aquele buraco no dente aparecendo cada vez que abre a boca. Uma coisa de louco! Quem corre aqui, e com razão, é Hoffmann, que aliás dá sua corridinha característica na maior parte dos filmes que faz.


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