burburinho

mortal kombat

cinema por Luis Gustavo Claumann

A idéia de produzir filmes baseados em jogos de computador costuma apresentar resultados tenebrosos, e Mortal Kombat, produção norte-americana de 1995 dirigida por Paul W.S. Anderson, não foge à regra. Após nove combates, sempre vencido por forças malignas, três relutantes lutadores: Johnny Cage (Lindsen Ashby), um astro de filmes de ação; Sonya Blade (Bridgette Wilson), uma agente especial; e Liu Kang (Robin Shou), um lutador; são mandados para uma remota ilha, onde enfrentarão mortais adversários em um torneio de kung fu no qual o destino da Terra está em jogo. Lá eles apenas têm a ajuda de Lord Rayden (Christopher Lambert), um mago, para orientá-los nesta difícil missão.

Em outro filme baseado em jogo de computador, Tomb Raider, o roteiro é inexistente, e isso é um bom sinal se comparado com Mortal Kombat, onde o roteiro é definitivamente ruim. Se em Tomb Raider, tudo é feito somente para que existam diversas cenas de ação e para que os adolescentes do sexo masculino se deliciem com as curvas, caras, bocas e a notável protuberância mamária de Angelina Jolie, em Mortal Kombat rola a intenção de tentar contar uma história com objetivos heróicos. Só que nada funciona e o filme se resume apenas às lutas em si, provavelmente agradando unicamente aos apreciadores mais fanáticos do jogo, que era mania na época de lançamento da produção.

Para quem ainda não estava satisfeito, ainda surgiu, dois anos depois, uma continuação chamada Mortal Kombat - A Aniquilação, desta vez sob a batuta do diretor John R. Leonetti, onde Shao Khen (Brian Thompson), o imperador do Outworld, desrespeita todas as regras de Mortal Kombat e abre ilegalmente as portas entre o seu reino e a Terra. Um grupo de guerreiros então tem seis dias para fechar as portas e salvar o planeta, mas para isto precisa enfrentar e vencer as demoníacas forças do Outworld. Com o perdão pelo trocadilho, mas a aniquilação foi tamanha que nem mesmo os fãs do jogo conseguiram gostar. Se o primeiro filme foi um razoável sucesso de bilheteria, o segundo sagrou-se um retumbante fracasso.

A verdade é que, se um dia sair uma versão cinematográfica do Frostbite, aquele antigo jogo de computador com um esquimó que ficava pulando no gelo, talvez seja melhor que ambas versões cinematográficas de Mortal Combat. Principalmente se colocarem o Toni Ramos grisalho no papel de urso polar.


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