burburinho

my faith in frankie

quadrinhos por Ricardo Bittencourt

Jeriven era um deus iniciante que, ao vir para a Terra, fica decepcionado com a falta de fé e adoração que há no mundo atual. Aparentemente, a adoração é exclusividade de cantores e jogadores de futebol. Então, ele acha a menina Frankie, ainda pura e inocente, e começa sua exclusiva e particular religião de um seguidor só. Esta é a premissa de My Faith In Frankie (Minha Fé em Frankie), série em quadrinhos da DC/Vertigo com texto de Mike Carey e arte de Sonny Liew.

É claro que isso era tudo que Frankie sempre quis. Incrivelmente sortuda quando pequena, sempre ganhava nos jogos com os amigos, nunca ficava doente, e as notas na escola eram sempre altas. Mas ela não contava com detalhe: Jeriven é ciumento! Quando ela cresce e começa a se interessar por garotos, as coisas começam a dar errado. Namorados estranhamente desenvolvem a combustão espontânea de calças, quando não são atacados por hordas de coelhos. Isso só deixa Frankie mais decidida do que nunca a arranjar um namorado - sejam quais forem as conseqüências.

Um dos pontos altos é quando Jeriven resolve pedir conselho para seus pais sobre o que fazer. A mãe, uma antiga divindade japonesa, não tem tempo de se preocupar com o filho (agora não, estou fazendo novos mandamentos - aliás, fica melhor "não fornicarás" ou "não poluirás vosso corpo"?). O pai, a encarnação de uma montanha sagrada, já é mais direto (tome a forma de uma chuva de ouro e a fecunde - ou será melhor a forma de um cisne? Já fez na forma de cisne?).

Os desenhos são excelentes e alternam estilos entre a época atual e os flashbacks para a infância de Frankie. Na época atual, são realistas e lembram muito Strangers in Paradise. Na infância, puxam mais para um estilo que lembra o Calvin.

Esse é especialmente recomendado pra quem tem namorada que ainda não é viciada em gibis - a temática certamente irá agradá-las.


pensamentos despenteados para dias de vendaval
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