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werner bischof

fotografia por Nemo Nox

Werner Bischof morreu jovem mas deixou uma significativa obra fotográfica.

foto de Werner Bischof, 1951Nascido em 1916 na Suíça, já com dezesseis anos passou a freqüentar a Escola de Artes e Ofícios de sua Zurique natal. Ali aprendeu desenho e pintura com Alfred Willimann e fotografia com Hans Finsler. Seus primeiros trabalhos são estudos formais beirando o abstrato, que lhe servirão de base estética para o mergulho no conteúdo que virá mais tarde. Decidido a seguir a carreira de pintor, Bischof mudou-se para Paris em 1939. Mas começou a guerra e ele retornou para a Suíça, convocado pelo exército. Sem muito tempo para pintar, continuou fotografando, e em 1941 foi convidado por Arnold Kübler para publicar na recém-lançada revista Du. Por mais de dois anos, seus trabalhos apareceram nas páginas de Du, ainda com predominância da preocupação formal.

foto de Werner Bischof, 1952

Terminada a guerra, Bischof resolveu viajar pela Europa devastada, e a sua fotografia mudou radicalmente. Como voluntário de organizações internacionais de ajuda, visitou a Itália e a Grécia entre 1946 e 1947, e no ano seguinte explorou a Europa oriental. Suas reportagens fotográficas começaram a ser conhecidas internacionalmente e em 1949 Bischof, agora casado com a italiana Rosellina, mudou-se para a Inglaterra, onde colaborou com o Picture Post e o Observer. No ano seguinte juntou-se à agência Magnum.

foto de Werner Bischof, 1954Em 1951 começou a publicar reportagens na revista Life, sobre a fome na Índia, a guerra da Coréia, e outros temas de impacto jornalístico. Fascinado pelo oriente, fez um grande ensaio fotográfico sobre o Japão antes de partir para a América do Sul, seu próximo assunto. Mas em 1954 um acidente de jeep nos Andes matou Werner Bischof. Sua obra fotográfica, porém, já havia deixado marcas de um estilo todo próprio, que faria escola. A melhor definição é dele mesmo, numa carta a Rosellina quando estava trabalhando na Índia: "O que eu vejo, o que relato, vale a pena ser mostrado, mas não do ponto de vista puramente artístico. O que chamamos de belas fotos são geralmente estáticas, e ao fazer clichês perfeitos corremos o risco de cair numa armadilha, a de perder a vida multicolorida e inquieta. Mas por que não fotografar uma história humana positiva sem excluir a beleza?"


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