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rápidos nas letras

livros por Nemo Nox

O tempo que um escritor leva para concluir um livro varia muito. Mas não há qualquer dúvida que alguns deles são recordistas na categoria, tendo escrito obras em tempo recorde. Henry Rider Haggard (1856-1925), por exemplo, terminou As Minas do Rei Salomão em seis semanas, depois de ter sido desafiado pelo irmão a fazer um livro tão bom como A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson. O sucesso foi tão grande que Haggard ficou rico com os seus dez por cento sobre as vendas.

Louisa Mary Alcott (1832-1888) também levou seis semanas para escrever Eight Cousins, mas isto numa época em que tomava drogas para dormir e tinha pouco tempo livre. Antes, já havia escrito sua obra mais conhecida, Little Women, em três semanas de férias em Roma.

Acossado por dívidas, Honoré de Balzac (1799-1850) trancou-se em casa, encheu-se de café, e saiu de lá cinco semanas depois com O Pai Goriot debaixo do braço, livro que lhe rendeu o suficiente para afastar os credores mais insistentes. A façanha, porém, custou-lhe um período de repouso total receitado pelo médico.

Outro que acelerou a escrita para poder pagar dívidas foi Walter Scott (1771-1832), que em seis semanas escreveu Guy Mannering, considerado um de seus melhores livros. Daniel Defoe (1660-1731), sem dívidas mas mesmo assim de olho no dinheiro, aproveitou o sucesso de As Aventuras de Robinsoe Crusoe e em menos de um mês já tinha pronto o segundo volume.

Mas enquanto para alguns escrever pode ser uma questão de poucas semanas, para outros bastam alguns dias. James Hilton (1900-1954), autor de Horizonte Perdido, assinou um contrato com uma revista para escrever uma história. Mas a inspiração não veio até quatro dias antes da data-limite para a entrega. Foi o tempo necessário para que Hilton escrevesse Goodbye, Mr. Chips, mais tarde um livro e um filme de sucesso.

Erle Stanley Gardner (1889-1970), autor de quase uma centena de livros policiais, ditava seus trabalhos para uma datilógrafa. O Caso da Garra de Veludo, seu livro de estréia, foi ditado em três dias e meio, nos intervalos de seu trabalho como advogado.

Mas a taça vai para o rapidinho Georges Simenon (1903-1989). Quando tinha dezessete anos, escreveu seu primeiro livro, Au Point des Arches, em dez dias. Mais tarde, suas histórias policiais protagonizadas pelo inspetor Maigret eram escritas em precisos onze dias, um para cada capítulo. Isto quando não estava muito inspirado, porque chegou a bater seu próprio recorde escrevendo um deles em nada mais que 25 horas.


pensamentos despenteados para dias de vendaval
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